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Pacific Crest Trail, a trilha do México ao Canadá

pacific crest trail

Foto: www.pcta.org

Imagine caminhar em meio à natureza por toda a extensão da costa oeste dos Estados Unidos e ter a chance de fotografar as mais diversas paisagens. Essa é a Pacific Crest Trail, uma trilha de 2.659 milhas ou 4.279 quilômetros. Por causa dessa extensão, a PCT como é conhecida, percorre os mais diversos ambientes. Saindo das proximidades da cidade de de San Diego, na divisa dos Estados Unidos com o México, o caminho segue pelos desertos quentes do sul da Califórnia até as montanhas cheias de neve da Sierra Nevada. Seguindo em frente, chega-se às florestas do Oregon indo até as belíssimas paisagens de North Cascades em Washington. Por fim, a trilha chega até a divisa com o Canadá, ao norte de Seattle.

Além das paisagens, a fauna é outro atrativo e também um dos perigos da Pacific Crest Trail. É possível cruzar com lobos, linces, pumas, ursos, cascavéis e mais alguns milhares de outras espécies. A trilha já foi percorrida na sua totalidade por diversas pessoas desde a década de 1920, algumas delas em uma só caminhada com meses de duração. A maioria porém, percorre somente trechos.

A PCT possui uma vasta infraestrutura de apoio aos caminhantes com mapas detalhados, locais para acampamento, alimentação, preparativos, guias, serviços de previsão de tempo e até apoio para aqueles que preferem percorrer a trilha a cavalo. Alguns trechos e pernoites são livres para percorrer porém outros, exigem uma permissão de acesso.

Nos Estados Unidos, principalmente na costa oeste, tem muita informação e literatura sobre a PCT. Pra conhecer um pouco mais sem sair de casa, a trilha inspirou o livro e o filme Wild sobre a PCT e as mudanças causadas nas pessoas que a percorrem. Uma vasta fonte de informações é o site da Pacific Crest Trail Association: www.pcta.org

Prepare-se bem, informe-se e comece a caminhar!

Pacific Crest Trail, a trilha do México ao Canadá

Foto: www.pcta.org

Imagine caminhar em meio à natureza por toda a extensão da costa oeste dos Estados Unidos e ter a chance de fotografar as mais diversas paisagens. Essa é a Pacific Crest Trail, uma trilha de 2.659 milhas ou 4.279 quilômetros. Por causa dessa extensão, a PCT, como é conhecida, percorre os mais diversos ambientes. Saindo das proximidades de San Diego, na divisa com o México, o caminho segue por desertos no sul da Califórnia, montanhas da Sierra Nevada, florestas no Oregon até as belíssimas paisagens de North Cascades em Washington chegando até a divisa com o Canadá, ao norte de Seattle.

Além das paisagens de enlouquecer qualquer fotógrafo, a fauna é outro atrativo da Pacific Crest Trail. É possível cruzar com lobos, linces, pumas, ursos, cascavéis e mais alguns milhares de outras espécies. A trilha já foi percorrida na sua totalidade por diversas pessoas desde a década de 1920, algumas delas em uma só caminhada com meses de duração. A maioria porém, percorre somente trechos.

A PCT possui uma vasta infraestrutura de apoio aos caminhantes com mapas detalhados, locais para acampamento, alimentação, preparativos, guias, serviços de previsão de tempo e até apoio para aqueles que preferem percorrer a trilha a cavalo. Alguns trechos e pernoites são livres para percorrer porém outros, exigem uma permissão de acesso.

Nos Estados Unidos, principalmente na costa oeste, existe muita informação sobre a PCT. Pra conhecer um pouco mais, a trilha inspirou o livro e filme Wild (Livre no título em português) sobre a PCT e as mudanças causadas nas pessoas que a percorrem. Uma vasta fonte de informações é o site da Pacific Crest Trail Association: www.pcta.org

E não deixe de conferir esse post sobre trilhas e caminhadas.

5 Formas de morrer numa trilha

Foto: Skitterphoto / www.pixabay.com

Antes de começar esse post, já aviso que adoro fazer trilhas na natureza e que elas são seguras! E vou continuar fazendo, ok? Mesmo assim, por melhor que sejam as trilhas em meio à natureza, elas também oferecem alguns riscos. O consolo é que as cidades grandes também oferecem muitos riscos e não tem o ar puro nem a paisagem…

Bom, aqui vão algumas formas de percorrer a última trilha da sua vida e como evitá-las:

  1. Queda – Trilhas, principalmente nas montanhas podem passar perto de penhascos, fendas ou até mesmo simples buracos. Qualquer um deles pode causar quedas de grandes alturas para os menos precavidos que podem resultar em ferimentos graves ou até mesmo na morte. Mantenha-se na trilha, não pegue atalhos, não ande próximo a penhascos e fique atento ao chão pra não cair em algum buraco escondido.
  2. Desidratação – Você levou pouca água, suficiente só pra uma parte da trilha. Tudo bem porque você já está voltando mas aí, você não reconhece o lugar onde está, não acha mais o final da trilha e se vê perdido. E sem água. Dependendo da temperatura e umidade ambiente, você pode se desidratar rapidamente. Junte um sol quente e poucos lugares pra se abrigar dele e você estará em uma grande roubada. Ficar sem comida é bem ruim mas ficar sem água é bem pior e pode matá-lo mais rápido. Leve água em quantidade suficiente pro tempo que ficará na trilha e mais uma reserva. Tenha também pastilhas purificadoras de água pra usar no caso de uma emergência.
  3. Afogamento – A água merece respeito, seja num oceano, rio ou lago. A correnteza ou as ondas podem arrastar facilmente uma pessoa, até mesmo bons nadadores. Cuidado ao atravessar rios ou lagos, use um galho ou bastão pra medir a profundidade à sua frente. Não ache que você consegue vencer a força da água.
  4. Ataque de animais – Essa pode não ser a forma mais fácil de morrer mas é a mais variada. Existe uma variedade enorme de animais que podem matar um ser humano, alguns bem pouco conhecidos. Só pra exemplificar: leões, ursos, elefantes, hipopótamos, rinocerontes, cobras, aranhas, escorpiões, abelhas, tubarões, águas-vivas, etc. Agora a lista menos conhecida: peixes e moluscos venenosos, polvos, avestruzes, chipanzés, girafas e castores. Quer evitar essa morte dolorosa? Não chegue perto, não tente tocá-los, não alimente animais. Em alguns lugares, é interessante levar sprays repelentes específicos para animais.
  5. Ser atingido por objetos – Você está lá caminhando e curtindo sua trilha quando algo cai na sua cabeça sem você nem perceber e você já era. A lista inclui árvores, troncos, frutas e pinhas grandes, pedras entre outros. Nem sempre é possível evitar um acidente desses mas não custa olhar um pouco pra cima as vezes, principalmente perto de árvores podres ou de frutas grandes como as jacas.

Deixando de lado alguma dessas tragédias que são bem raras, as trilhas podem ser muito seguras e divertidas. Mais dicas podem ser encontradas nesse post.

Huashan, o trekking mais insano do mundo

 

Trekking existe de todo tipo, tem os longos, curtos, acidentados, tranquilos, no meio do mato ou no topo das montanhas mas existem também os trekkings apavorantes. E a trilha de tábuas do Monte Huashan na China, com certeza é um desses.

A trilha  data de alguns séculos atrás e era usada por monges e peregrinos e a região sempre teve grande importância religiosa. Atualmente, é usada pelos turistas mais corajosos que topam caminhar por tábuas estreitas penduradas precariamente nas paredes da montanha, algumas a centenas de metros do chão. Os nomes dos trechos também não ajudam muito , como a Crista do Dragão Negro ou o Precipício de 1000 pés.

Há alguns anos, cabos foram instalados para que os aventureiros pudessem se ancorar porém, isso não acontece na trilha toda. Alguns trechos são de escadarias em metal ou esculpidas na rocha e correntes antigas fazem a segurança. Apesar de não existirem estatísticas confiáveis, dizem que em média uma pessoa cai a cada 3 dias. Eu não duvido.

 

 

A trilha do Monte Huashan pode ser apavorante mas não podemos negar que a vista é incrível, é possível visitar belas construções pelo caminho e com certeza ninguém vai ficar entediado. Em último caso, tem também um teleférico.

Trekking do México ao Canadá filmado em 3 minutos

A Pacific Crest Trail, ou simplesmente PCT, é uma trilha no oeste da América do Norte com mais de 4200km (pra saber mais, tem um post sobre a trilha aqui). A maioria dos caminhantes completa somente parte da trilha porém, alguns percorrem a extensão completa: os “thru-hikers”.

Mac é um desses caminhantes mas ele fez algo diferente, filmou um segundo por dia da caminhada durante os 5 meses que levou pra completar o trajeto. O vídeo resultante postado em seu canal no YouTube dá vontade de botar a mochila nas costas e correr pra lá!

Paul’s Boots, a trilha além da vida

O cara aí da foto é o Paul. Paul era um australiano apaixonado por trilhas, um cara da cidade grande que não perdia uma chance de ir pra natureza. Paul já havia percorrido trilhas famosas ao redor do mundo e sua nova meta era percorrer os 3500km da Appalachian Trail.

Aos 42 anos, prestes a realizar seu novo sonho, sua mãe foi diagnosticada com Parkinson e Paul adiou sua viagem para cuidar dela por 4 anos. Após a morte da mãe, seu pai com Alzheimer foi quem precisou de cuidados. Com a morte do pai em 2011, Paul teve dois ataques cardíacos, seu coração não suportaria mais a longa caminhada. Ainda assim, Paul retomou os planos para a trilha. Em 2016 porém, aos 53 anos Paul faleceu deixando os planos inacabados e os pares de botas número 13 ao lado da mochila.

Sua esposa M’Lynn decidiu então levar o sonho adiante. Entrou em contato com grupos de trilheiros contando a história e pedindo para que alguém carregasse as botas de Paul por toda a extensão da Appalachian Trail. Em pouco tempo, algumas centenas de voluntários surgiram sendo necessário um revezamento. E assim foi, um grupo revezou a caminhada carregando as botas e filmando todo o feito. E a experiência virou um filme que pode ser assistido no hot-site da REI: blog.rei.com/paulsboots

Dicas para trilhas e caminhadas

© www.cameranaestrada.com

Hoje em dia, o trekking é uma das atividades ao ar livre mais praticadas, mesmo porque muitos lugares de rara beleza somente são acessíveis a pé. Os cuidados necessários para uma boa caminhada variam conforme o nível e extensão da mesma. Vamos listar aqui algumas dicas básicas para tornar suas trilhas e caminhadas mais fáceis, seguras e prazerosas:

  • Respeite seus limites, não exagere na distância e no peso. Manter-se em forma é uma das melhores dicas para um bom trekking.
  • Use calçados adequados ao terreno onde está caminhando. Botas ou tênis específicos para caminhada, confortáveis, resistentes e com solado antiderrapante podem ajudar muito a garantir a sua segurança na trilha. Lembre-se de nunca usar calçados novos em trilhas longas. Use-os antes em algumas caminhadas curtas para que amaciem e se adaptem aos seus pés.
  • Para evitar bolhas, diminua o atrito dos pés com o calçado. Se o calçado está folgado, preencha-o com algodão. Use meias limpas e, se preciso, troque-as durante a caminhada. Outra técnica utilizada é untar os pés com vaselina para diminuir o atrito.
  • Prefira as roupas de tecidos sintéticos que são mais leves, secam mais facilmente e facilitam a transpiração. Roupas mais justas enroscam menos nos obstáculos da trilha, o que evita de rasga-las.
  • Se estiver carregando muito peso, use bastões de caminhada (podem até mesmo ser improvisados com galhos). Elas ajudam a distribuir o peso entre as pernas e braços, além de aumentar a estabilidade.
  • Planeje e avise sempre alguém sobre o seu roteiro e previsão de retorno. Isso facilitará muito um resgate em caso de acidentes.
  • Evite se aventurar sozinho. Não subestime as trilhas e, se necessário, contrate um guia. Saber usar uma bússola, GPS e levar mapas atualizados também são ótimas opções. Calcule a razão entre tempo e distância para não ter que caminhar à noite numa área desconhecida.
  • Evite ao máximo sair da trilha. Trilhas mais fechadas podem se tornar invisíveis a apenas alguns metros de distância.
  • Cuide da trilha para que você e outros viajantes possam usá-la. Não alargue a trilha nem crie atalhos. Leve seu lixo com você e não danifique a flora nem incomode a fauna.
  • Verifique a previsão do tempo para não ser pego de surpresa e use protetor solar mesmo em dias nublados.
  • Trilhas em propriedades particulares podem requerer autorizações. Informe-se para não ser tratado como um invasor (por proprietários armados). Muitos fazendeiros dão acesso às suas terras e até mesmo cuidam das trilhas. Ajude-os!
  • Água pesa mas é melhor carregá-la que ficar sem ela. Tenha sempre produtos purificadores de água para alguma emergência. Esses produtos são facilmente encontrados em supermercados e farmácias, em pastilhas ou líquidos.
  • Leve alimentos com folga na quantidade. Barras de cereais, chocolates, frutas secas e castanhas são ótimas opções. Existem também alimentos específicos como proteínas e carboidratos em barras e gel. Evite alimentos perecíveis e de difícil digestão. Deixe o leitão à pururuca pra volta.
  • Se você tem facilidade para torções, use tensionadores. Peça indicações mais precisas para o seu médico.
  • Divirta-se e aproveite a paisagem!

Trilha Monte Verde-Gonçalves

© www.cameranaestrada.com

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Diversas estradas de terra rurais ligam as cidades próximas à divisa entre São Paulo e Minas Gerais, na Serra da Mantiqueira. É possível visitar muitos pontos turísticos sem colocar os pneus no asfalto: Monte Verde, Joanópolis, Gonçalves e Campos do Jordão são apenas alguns exemplos.

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O trecho que percorri vai de Monte Verde a Gonçalves, numa distância de cerca de 50km. Saindo de Camanducaia em direção à Monte Verde, a trilha começa uns quilômetros antes de Monte Verde, nas indicações para a Fazenda Melhoramentos. Boa parte da trilha passa por dentro da fazenda e, apesar da passagem ser permitida, é propriedade particular.

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O caminho vai seguindo pela Serra da Mantiqueira em meio a fazendas, florestas, rios e cachoeiras. Um prato cheio pra quem quer fotografar belas paisagens. A trilha também é muito frequentada por ciclistas.

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As estradas normalmente estão em bom estado e existe alguma sinalização porém, em períodos de chuva, podem ficar em situação precária. Não há sinal de celular em boa parte dos caminhos e o socorro em uma situação de emergência pode ser difícil. Aconselho o uso de veículos 4×4, GPS (somente por satélite), itens de segurança e sobrevivência e também que a viagem seja feita em grupos, preferencialmente em mais de um veículo. Seja precavido e essa será uma ótima viagem!

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Canadá vai inaugurar a maior trilha do mundo

Foto: Jean-Pierre Lavoie/thegreattrail.ca

Foto: Jean-Pierre Lavoie/thegreattrail.ca

O terceiro maior país do mundo em área vai concluir em 2017 a construção da maior trilha do mundo: The Great Trail. A trilha, na verdade uma rede de trilhas, começou a ser construída em 1992 e já conta com cerca de 20000 km de caminhos, pontes, passarelas e demais facilidades para os caminhantes. A extensão total será de cerca de 24000km e passará por mais de 15000 localidades atravessando o país de leste a oeste. Os ambientes são os mais diversos: montanhas, lagos, florestas, cidades ou seja, dá pra agradar a todos os gostos!

A construção e manutenção é responsabilidade da organização The Trans Canada Trail, uma fundação sem fins lucrativos que vive de doações e, obviamente, da conservação por parte dos caminhantes, ciclistas e fotógrafos.

Para mais detalhes, mapas e informações, visite o site oficial thegreattrail.ca. Há também um app para Apple IOS.

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