Câmera na Estrada

Fotografia, viagem e os dois juntos!

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4 Dicas para não perder suas fotos em viagens

cartão de memória

Foto: www.pixabay.com

Tem gente que adora fotografar durante as viagens e tem gente que viaja só pra fotografar. Agora, imagina que você fez 1000 fotos num lugar maravilhoso e aí você perde um cartão de memória cheio. Ou então, o cartão dá erro e corrompe os arquivos ou você tem seu equipamento e cartões roubados. Não dá pra correr um risco desses então, aqui vão 4 dicas pra você não perder suas fotos em viagens, ou mesmo numa saída fotográfica na sua própria cidade:

  1. Tenha cartões de memória de boa qualidade em quantidade suficiente pra todas as suas fotos – Em primeiro lugar, nunca compre cartões de memória genéricos ou de origem duvidosa. Eles são muito mais propensos a dar algum tipo de defeito e corromper suas fotos. Se possível, tenha cartões suficientes para comportar todas as suas fotos sem ter que reutiliza-los numa mesma viagem.
  2. Faça backup dos cartões – Infelizmente, essa opção nem sempre é possível porque nem sempre levamos um notebook nas viagens. Sempre que possível, faça backup das suas fotos num computador, HD externo e, principalmente, num disco online (se você é um fotógrafo profissional, é uma obrigação ter um drive online!). Já existiram HDs com leitor de cartão que funcionam sem computador mas não são muito fáceis de encontrar no Brasil e a maioria dos fabricantes, como a Wolverine, já tirou de linha.
  3. Não apague suas fotos depois do backup – Mesmo que você tenha um computador e faça cópia de segurança dos cartões todos os dias, não apague essas fotos do cartão. No pior dos casos, se acontecer alguma coisa com o notebook ou HD, você ainda tem as fotos nos cartões. Por isso, é legal ter cartões de memória pra todas as fotos, assim você não precisa apagar os cartões pra usar de novo.
  4. Mantenha os cartões cheios seguros – Se você faz uma viagem ou uma saída fotográfica, alguma coisa pode acontecer ao seu equipamento durante os deslocamentos. Você pode ter sua bagagem extraviada ou mesmo furtada. Guarde seus cartões de memória no bolso ou em algum lugar seguro pra manter suas fotos seguras mesmo que você perca seu equipamento.

Bolsas e alças fashion para câmeras

capturing couture

Foto: www.capturingcouture.com

Cansado das bolsas quadradas pretas? Ou da alças com a marca do fabricante? Que tal poder mostrar seu estilo não só nas suas fotos mas também na bolsa de equipamentos?

A Capturing Couture é uma empresa fundada na Califórnia que desenvolveu uma linha de bolsas e alças fashion para câmeras, diferenciadas no formato, estampas e materiais, sem deixar de lado a proteção para suas câmeras e objetivas. Ao invés do tradicional material sintético, os produtos são feitos em diversos tipos de tecidos e dá até pra combinar a bolsa da câmera com a roupa. Os produtos incluem alças de diversos tamanhos e larguras, engate rápido, alça tipo cachecol, bolsas protetoras para equipamento fotográfico em diversos formatos e até cordão para prender a tampa das objetivas.

capturing couture

Foto: www.capturingcouture.com

 

capturing couture

Foto: www.capturingcouture.com

Pra quem quiser algo além da fotografia, a marca fabrica também outros tipos de bolsas, alças para instrumentos musicais e até coleiras para seu dog. Infelizmente os produtos ainda não estão á venda no Brasil e precisam ser importados. Conheça a linha completa no site do fabricante: www.capturingcouture.com

Comparativo mirrorless full-frame: Canon vs Nikon

mirrorless full-frame

Fotos: Sites dos fabricantes

As câmeras mirrorless estão em alta, todos os grandes fabricantes estão lançando modelos mais avançados pra conseguir uma fatia desse mercado, ainda mais com os novos lançamentos de mirrorless full-frame. Alguns profissionais estão largando suas DSLR pra comprar mirrorless e outros falam que isso é só moda e que vai passar. Já usei mirrorless e ainda não quero trocar, não que seja ruim mas eu adoro o visor ótico e a “pegada” da DSLR! Quem sabe um dia.

Bom, no final de agosto de 2018, a Nikon lançou duas mirrorless com sensor fullframe: a Z6 e a Z7. Alguns dias depois, em 5 de setembro de 2018, foi a vez da Canon lançar sua versão: a Canon EOS-R. Abaixo tem as principais características e diferenças entre os modelos top das marcas, a Z7 e a R pra você que quer comprar uma delas:

Nikon Z7
  • Sensor: BSI CMOS Full-frame 45.7 Megapixel
  • ISO: 64-25600
  • Vídeo: 4K 30fps, 1080p 120fps
  • Visor: QVGA 3,6 milhões de pontos
  • LCD: Móvel Touch 3,2″, 2,1 milhões de pontos
  • Foco: 493 pontos AF
  • Filtro low-pass: Não
  • Montagem: Nikon F
  • Peso: 585g
  • Outros recursos: 9fps, Wi-Fi, Bluetooth, weather-proof
  • Preço: US$3399
  • Mais informações: Site oficial da Nikon Z7

 

Canon EOS-R
  • Sensor: CMOS Full-frame 30.4 Megapixel
  • ISO: 100-40000
  • Vídeo: 4K 30fps, 1080p 60fps
  • Visor: OLED 3,9 milhões de pontos
  • LCD: Móvel Touch 3,2″, 2,1 milhões de pontos
  • Foco: 5655 pontos AF
  • Filtro low-pass: Sim
  • Montagem: Canon RF com adaptador para EF
  • Peso: 580g
  • Outros recursos: 8fps, Wi-Fi, Bluetooth, weather-proof
  • Preço: US$2299
  • Mais informações: Site oficial da Canon EOS R

 

Apesar de ambas serem ótimas câmeras, parece que a Nikon resolveu ser mais ousada e colocar mais capacidades na Z7 como um sensor mais moderno e com maior capacidade além de mais recursos de vídeo. A Canon por outro lado surpreendeu na capacidade de foco e na nova montagem RF, pronta pra novas evoluções em matéria de objetivas além de adaptadores para usar toda a linha de objetivas EF. Além disso, pra quem quer uma mirrorless full-frame, vale a pena ver os modelos da Sony e Fuji. Qualquer que seja sua escolha, vai ter nas mãos muita diversão!

Meu kit de sobrevivência

www.cameranaestrada.com

www.cameranaestrada.com

Costumo viajar sozinho com certa frequência e muitas vezes, vou a locais pouco frequentados através de estradas e trilhas onde passam poucas pessoas e de difícil acesso. Estar sozinho em locais ermos não é a prática mais recomendada então é preciso estar preparado para imprevistos, ou seja, ter tudo à mão de modo a se virar sozinho no caso de um acidente, veículo quebrado, bloqueio do caminho de volta ou simplesmente se eu me perder.

Mesmo que não esteja indo para um lugar isolado, carrego comigo um kit de sobrevivência com o suficiente para me manter durante alguns poucos dias. O conjunto todo fica dentro de uma bolsa compacta e resistente com cerca de 1kg. Abaixo a lista de itens que carrego nele:

  • Canivete suíço com o máximo de funções possíveis
  • Faca com serra e quebra vidro (mantida sempre afiada e com bainha)
  • Isqueiros, fósforos à prova d’água e pederneira
  • Corda/paracord
  • Fio dental (compacto e muito resistente)
  • Rádio de comunicação
  • Lanterna de cabeça com lâmpadas de LED (baixo consumo)
  • Pilhas extras para todos os equipamentos
  • Cobertor de emergência (também pode servir de barraca)
  • Espelho de sinalização
  • Kit de costura (para reparos em roupas e mochilas)
  • Cotonetes, algodão, gaze, band-aid e esparadrapo
  • Medicamentos diversos (seu médico pode fazer a lista)
  • Capa de chuva
  • Apito
  • Bussola
  • Anzol, linha e chumbo
  • Pastilhas purificadoras de água
  • Garrafa dobrável
  • Telefone celular protegido em saco tipo ziplock (comunicação, gps e manuais de sobrevivência)
  • Carregador solar
  • Barras de proteína e carboidratos

Lembrando que, mais importante que o kit, é saber usa-lo. Você pode ter informações no celular mas não dependa dele, tenha ao menos o básico na memória. Antes de sair, verifique a validade dos alimentos e medicamentos e reponha o que usou. E o mais importante, previna-se pra nunca precisar usar seu kit de sobrevivência.

Nikon lança câmera com zoom de 125x

nikon p1000

Foto: www.nikonusa.com

A Nikon lançou essa semana sua nova câmera prosumer Coolpix P1000. A nova câmera tem um sensor de 16 Megapixel, ISO 100-6400, faz fotos a 7fps e vídeos em 4K a 30fps, tem display móvel e estabilização de imagem. Mas a grande novidade da Coolpix P1000 é o novo zoom ótico de 125x.

A fabricante deu uma exagerada em matéria de zoom e colocou na Nikon P1000 uma objetiva equivalente a 24-3000mm, um pouco além da P900 que já impressionou com sua objetiva 24-2000mm. O fabricante promete que, com essa câmera, você vai conseguir fotografar detalhes da lua. E é verdade porém, a conversa é um pouco mais complexa.

Em primeiro lugar, existem restrições óticas. Um zoom 24-3000mm certamente irá perder qualidade ótica em parte ou em toda a sua extensão. Outro problema é a estabilização em zoom máximo. Segurando a câmera na mão, é praticamente inviável fazer fotografias a 3000mm. Para ter uma imagem bem definida, é preciso um tripé de ótima qualidade, qualquer outro irá tremer e provavelmente prejudicar a imagem. De qualquer modo, é uma ótima câmera com boa qualidade de imagem e vários recursos interessantes. É perfeita para imagens usadas na internet ou mesmo pra quem não procura um resultado profissional.

Abaixo, algumas fotos de exemplo feitas pela Nikon, lembrando que são imagens feitas nas melhores condições possíveis e com pós-produção profissional:

 

nikon p1000

Foto: www.nikonusa.com

nikon p1000

Foto: www.nikonusa.com

nikon p1000

Foto: www.nikonusa.com

O preço de lançamento é de US$999. Mais informações no site da Nikon P1000.

Qysea Fifish P3, o drone submarino

fifish

Foto: www.qysea.com

Você gostaria de ter um drone e fazer aquelas fotos e filmagens incríveis das suas viagens e belos lugares ao redor do mundo? E como registrar essas mesmas imagens quando for mergulhar naquele lugar lindíssimo com um mar azul turquesa? Nesse caso, você pode utilizar o Qysea Fifish P3, o drone submarino.

O Fifish é um ROV ou Remotely Operated Vehicle (Veículo Operado Remotamente em português), ou simplificando um mini submarino de controle remoto. Ele é equipado com luzes de 2000 lumen, um sensor CMOS de 1″ de 20 Megapixel que além de fotografar também faz vídeos em 4K. A câmera cobre um ângulo de 162°, um pouco menos que uma GoPro e pode ser ajustada para ISO até 12800 para situações de pouca luz, muito comuns embaixo d’água.

O drone submarino Fifish pode mergulhar até cerca de 100 metros de profundidade e é controlado por um controle remoto com suporte para celular ou tablet que permitem acompanhar o que o submarino está vendo, da mesma forma que funciona com os drones aéreos. Na parte de navegação, o Fifish tem três propulsores, alcança até 3 nós, tem controle de estabilização e pode ser operado por até 2 horas.

Interessou? Então prepare o bolso. O Qysea Fifish custa US$ 3.499. Mais informações em www.qysea.com

Câmera é encontrada intacta após mais de 2 anos no mar

Foto: Park Lee

Serina Tsubakihara estava de férias mergulhando na ilha de Ishigaki na costa do Japão em setembro de 2015. Ela fazia fotografias submarinas com sua câmera protegida dentro de uma caixa estanque. Seu amigo e parceiro de mergulho teve problemas com o equipamento e precisou da ajuda de Serina. Durante o resgate, ela deixou a câmera cair e achou que a havia perdido para sempre. Isso até 2018.

Um garoto de 11 anos estava participando de uma atividade de limpeza numa praia em Taiwan quando encontrou a câmera. A praia fica a 250 km do local onde a câmera foi perdida. A caixa estanque parecia mais uma rocha, repleta de animais marinhos grudados. O professor Park Lee achou que a câmera estava perdida porém, ao remover alguns dos animais, conseguiu abrir a caixa e descobriu que a câmera estava intacta. Nenhuma água havia entrado e a bateria ainda tinha carga.

Foto: Park Lee

Após conversar com os alunos, Lee resolveu baixar e postar as fotos encontradas no cartão de memória, de modo que a dona pudesse ser encontrada. A postagem foi compartilhada alguns milhares de vezes até que chegou a Tsubakihara. Ela nem acreditou que isso seria possível.

A fotógrafa sortuda pretende viajar para Taiwan em meados de 2018 para recuperar suas fotos e agradecer as pessoas que a resgataram e tiveram a honestidade de procurar a dona da câmera. Além disso, ela pode ter certeza que comprou a caixa estanque correta que cumpriu muito bem o papel de proteger seu equipamento fotográfico.

 

Como são fabricadas as objetivas Sigma

A gente sabe que objetivas fotográficas são sempre caras mas nem sempre sabemos o trabalho que dá pra fazer uma dessas. Johnnie Behiri, jornalista da Cinema5D, fez um vídeo curto mostrando algumas das diversas etapas de produção das objetivas Sigma. Ele foi o primeiro jornalista a ter acesso às instalações da empresa.

Ele foi até a fábrica da Sigma Corporation, algumas horas ao norte de Tokio, no Japão e foi recebido pelo CEO da empresa, Kazuto Yamaki. Nessa instalação, são produzidas as objetivas ART e Cinema. Ele conta que, o tempo todo, fica clara a atenção que o fabricante dá aos detalhes. O vídeo é em inglês e bem interessante!

 

 

 

 

GoPro lança a GoPro Hero, a nova câmera básica da marca

Foto: www.gopro.com

Após o lançamento da GoPro Hero 6, a marca resolveu dar uma cara nova para sua câmera mas básica, a GoPro Hero. Apesar de ter o mesmo nome do primeiro produto da marca, essa versão tem muitos recursos novos de suas irmãs mais novas.

A nova GoPro Hero faz vídeos em 1440p/60fps e 1080p/60fps e fotos em 10 megapixel. Ela não vem com o case mas é à prova d’água até 10m. Uma tela touch screen de 2″ foi incorporada para facilitar as filmagens e revisões dos vídeos. Ao contrário da antiga Hero, a nova câmera de ação tem WiFi e pode ser conectada a um celular ou tablet oferecendo controle total a suas funções incluindo visualização ao vivo. Outra forma de controlar a câmera é através de comandos de voz, função incluída somente nos modelos mais recentes da marca.

O novo modelo vem com uma montagem que a torna compatível com algumas dezenas de acessórios da marca como ventosas, garras e montagens diversas para moto ou carro. Por enquanto, a câmera não está disponível para venda no Brasil mas deve chegar em breve. O preço de lançamento nos Estados Unidos é de US$199,00.

Mais informações, clique aqui para acessar o site oficial da Hero.

 

Filtro UV, usar ou não usar?

Esse post é um pouco mais técnico pra quem leva fotografia um pouco mais a sério. O filtro UV é um item obrigatório pra muita gente que procura proteger suas caras objetivas fotográficas. Pra outras pessoas, é um gasto inútil e pode até prejudicar alguma fotografia. A polêmica pode ir longe e eu acredito que seja uma escolha de cada fotógrafo. Eu, por exemplo, já tive momentos em que eu usei e deixei de usar.

O filtro UV foi criado originalmente para eliminar a radiação ultravioleta que poderia gerar um tom azulado em fotografias sob sol muito forte mas isso foi antes da fotografia digital. Se você usa filme, pode perceber esse efeito em algumas imagens mas na fotografia digital, a maior parte dos sensores não é sensível à luz UV. Uma informação importante é que o filtro UV deve ter uma boa qualidade ótica. Filtros genéricos vão causar flare e até alteração cromática ou diminuição de nitidez.

Hoje eu uso em boa parte do tempo e vou explicar as vantagens e desvantagens do UV:

Vantagens
  • O filtro UV pode proteger o elemento frontal de sua objetiva de poeira, areia ou outros detritos. O uso é justificado em locais com vento e detritos no ar que podem riscar o sua objetiva ou o coating dela.
  • É muito fácil de limpar e pode ser trocado facilmente em caso de risco ou quebra.
  • É barato em relação a outros filtros fotográficos.
Desvantagens
  • O filtro pode proteger contra areia mas dificilmente vai proteger contra impactos. Se ele quebrar, provavelmente a objetiva quebra junto. Outra coisa é que só protege o elemento frontal.
  • O UV pode gerar imagens fantasma. O efeito acontece devido ao reflexo da luz na parte traseira do filme. Essa luz vem do reflexo de outros elementos ou até mesmo do sensor. Isso acontece principalmente em luzes superexpostas em fotografias noturnas.
  • O filtro é um elemento extra e vai gerar difração na luz, mesmo que muito pequena. Se quer usar um UV, invista num filtro original de uma marca de boa qualidade. Alguns bons exemplos são HOYA, Hama, Kenko e B+W. Obviamente, são mais caros que os genéricos.

Concluindo, use o filtro em ambientes que possam ser hostis à sua câmera e tire ele fora em situações que possam gerar imagens fantasma. Outro conselho é mantê-los sempre limpos para que interfiram minimamente na imagem. Para objetivas grande-angular, procure filtros Slim, mais finos para não gerar vinheta.

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