A travessia de Robyn Davidson, uma história inspiradora

Foto: Rick Smolan / National Geographic

No final da década de 1970, Robyn Davidson era somente uma garota australiana de 20 e poucos anos com um sonho na cabeça. Nascida numa fazenda de gado no interior da Austrália, Robyn perdeu a mãe muito cedo após um suicídio.

Robyn Davidson planejava realizar a travessia solitária entre Alice Springs e o Oceano Índico pelo meio do deserto numa trilha de quase 3000km. Para tal viagem, ela iria contar com seu cachorro Diggity e 3 camelos que iriam carregar seus suprimentos. A maioria das pessoas achava isso uma loucura ou até mesmo uma tentativa de suicídio. E talvez elas tivessem razão.

Independente das opiniões contrárias, Robyn mudou-se para Alice Springs para aprender a lidar com camelos e trabalhar até compra-los e ter dinheiro suficiente para a travessia. Essa preparação durou anos até que uma ajuda inesperada apareceu.

O fotógrafo Rick Smolan da National Geographic estava na região para uma reportagem sobre aborígenes e conheceu Robyn que estava trabalhando em seu hotel. O primeiro encontro não foi dos melhores, Rick se interessou por ela e fez algumas fotos, o que a deixou bem nervosa porém, após saber dos planos da travessia, Rick ajudou Robyn a conseguir um financiamento da National Geographic para sua travessia. Apesar de estar contrariada com a divulgação e até mesmo com algumas exigências da revista, Robyn precisava de dinheiro e aceitou os termos. Rick iria cruzar o caminho de Robyn por 5 vezes durante a travessia documentando a viagem.

Foto: Rick Smolan / National Geographic

Apesar de certos atritos iniciais entre o fotógrafo e a viajante, Rick Smolan fez um trabalho belíssimo para a revista, ilustrando o excelente texto de Robyn Davidson. Uma aventura íntima, repleta de desafios fortes e acompanhada de perto pelo sofrido povo aborígene australiano. Uma experiência inspiradora que virou livro e filme.

A reportagem completa da National Geographic de Maio de 1978 pode ser vista na íntegra no seguinte link.

Capa da revista National Geographic – Maio de 1978

O livro Tracks pode ser comprado aqui.

E o filme Tracks está disponível no Netflix.

Foto da Segundona – 15-01-2018

Toda segunda-feira uma foto de um lugar legal pra começar bem a semana.

Interlaken, Suíça

Melhores fotos de drones de 2017

Foto: Dronestagra.am / Calin Stan

O Dronestagr.am é um site dedicado às fotografias feitas por câmeras presas a drones. Normalmente, essas fotos são feitas de pontos mais altos, boa parte delas com a câmera apontada diretamente para baixo. Como esse é um ponto de vista que nenhum fotógrafo consegue fazer sozinho (a menos que ele saiba voar), a composição é totalmente nova, gerando imagens incríveis e muito diferentes do convencional.

O concurso de 2017 contou com alguns milhares de fotografias e teve como juízes, grandes nomes da fotografia, colaboradores de publicações importantes como National Geographic, além de apoio de empresas como a Kodak e Lowepro.

As imagens participantes foram classificadas em 4 categorias: natureza, pessoas e urbana. A quarta categoria Criatividade foi incluída como tema livre onde o inusitado foi o atributo principal. Veja abaixo alguns dos vencedores do concurso:

Foto: Dronestagra.am / Martin Sanches

Foto: Dronestagra.am / Luke Maximo Bell

Foto: Dronestagra.am / Luckydron

Foto: Dronestagra.am / Florian

Para conhecer todos os vencedores de todas as categorias, visite o site oficial do concurso da Dronestagr.am: www.dronestagr.am/2017-international-drone-photography-contest/

Foto da Segundona – 08-01-2018

Toda segunda-feira uma foto de um lugar legal pra começar bem a semana.

Foto: www.cameranaestrada.com

Fernando de Noronha, PE, Brasil

Micro-Guia – Fernando De Noronha, PE, Brasil

Foto: www.cameranaestrada.com

O arquipélago de Fernando de Noronha, também conhecido como Esmeralda do Atlântico, fica a 545km da costa e é formado por 21 ilhas além de umas rochas diversas menores. A ilha principal, maior delas, é a única habitada e é dividida em Parque Nacional Marinho e Área de Preservação Ambiental, que é onde ficam os habitantes, hotéis e o comércio.

Algumas praias do Parque Nacional tem horário de visitação e necessitam de acompanhamento de guias. Muitas tem também a visitação proibida. O clima é bem definido com a época de seca (agosto a fevereiro) onde o mar é mais calmo, favorecendo o mergulho Na época de chuvas (março a julho) não chove tempo todo e ainda é possível aproveitar as águas transparentes e é a melhor época para o surf na ilha. Nos últimos tempos, principalmente na virada do ano de 2017 para 2018, Noronha se tornou o local da moda para famosos e celebridades.

Ao entrar na ilha, é preciso pagar a TPA, taxa de preservação ambiental no aeroporto ou porto (são aceitos dinheiro e cartões). O valor varia conforme a quantidade de dias de estadia. É possível também pagar adiantado. Mais informações em www.noronha.pe.gov.br, item Taxa de Preservação.

 

Onde fica

Atrações

  • Praias – As praias da ilha são divididas em mar de dentro e mar de fora. Os dois mares variam conforme a época do ano, deixando as praias mais calmas ou com mais ondas. A ilha tem praias para todos os gostos:
    • Banho: Baía do Sancho, Cachorro, Meio, Porto
    • Mergulho/snorkeling: Sueste, Atalaia, Cachorro, Porto, Baía dos Porcos, Baía do Sancho
    • Observação de animais (mergulho proibido): Baía dos Golfinhos, Air France
    • Surf: Cacimba do Padre, Boldró, Bode, Conceição
    • Atividades do TAMAR: Sueste, Leão

Foto: www.cameranaestrada.com

  • Mergulho – Fernando de Noronha é um dos melhores pontos de mergulho do Brasil com temperatura média de 26ºC e visibilidade acima de 30m na maior parte do ano. É possível fazer mergulho livre em diversas praias como Cachorro, Sueste, Atalaia e Porto e é fácil ver tubarões, arraias e tartarugas. No mergulho autônomo existem diversas opções de profundidades e naufrágios com vasta vida aquática e até alguns encontros com tubarões-baleia. Na ilha, existem também pontos para mergulho de apnéia e à reboque. Por estar dentro de um Parque Nacional Marinho, só é permitido mergulhar através de agências:
  • Construções históricas – Pela sua localização estratégica, o arquipélago já foi muito utilizado como ponto de proteção e abastecimento, por isso existem diversos fortes sendo os mais bem conservados o de São Pedro do Boldró (lugar ótimo pra ver o pôr do sol) e o de Nossa Senhora dos Remédios. Na Vila dos Remédios existem também prédios históricos como o Palácio São Miguel, Memorial Noronhense e a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, de 1772.

Foto: www.cameranaestrada.com

  • Passeios de barco e pesca – O passeio de barco é um programa obrigatório em Fernando de Noronha onde é possível conhecer várias praias e avistar golfinhos. Existem também barcos para pesca em alto-mar. Procure a Blue Marlin Tours – www.bluenoronha.com.br
  • Projeto Tamar – Além do museu que mostra as atividades do projeto, todas as noites no auditório do Tamar são apresentadas palestras sobre ecologia. As palestras tornaram-se ponto de encontro da noite de Noronha. www.tamar.org.br

Foto: www.cameranaestrada.com

  • Surf – Fernando de Noronha é conhecido como o Havaí brasileiro pois é o local onde se formam as ondas mais tubulares do país com até 15 pés. A temporada de surf acontece entre janeiro e fevereiro. A Cacimba do Padre (onde acontece o Hang Loose Contest Prime) é a preferida dos surfistas mas outros bons picos são Boldró, Bode e Conceição. Só lembre-se de levar pranchas extras pois Noronha é famoso por quebrar pranchas.

 

Para fotografar

Difícil não fotografar alguma coisa em Fernando de Noronha. Uma boa dica é seguir as trilhas. Em várias praias (como o mirante do Sancho) começam trilhas que vão até praias vizinhas e tem paisagens incríveis. No caminho é fácil também encontrar muitos animais típicos da ilha. Pra fotografar o pôr do sol, um ótimo lugar é o mirante do Forte do Boldró ou praia Cacimba do Padre. Nos meses de seca, o céu é um show a parte e rende excelentes fotos. Veja também dicas para fotografia no verão aqui.

Foto: www.cameranaestrada.com

Para saber mais

www.fernandodenoronha.com

www.ilhadenoronha.com.br

www.noronha.com.br

www.noronha.pe.gov.br

Dicas de Nova York com o Amigo Gringo

www.youtube.com/user/canalamigogringo

www.youtube.com/user/canalamigogringo

New York é uma cidade incrível até mesmo praqueles que preferem a natureza. Pros fotógrafos é um prato cheio tipo churrascaria rodízio! Arquitetura urbana, arte de todo tipo, fotografia de rua, grafite e culturas variadas estão lá prontas para serem fotografadas.

Agora, imagina que você está indo para New York mas não conhece muita coisa por lá. Onde tem lugares legais? Onde comer? Onde ficar? Como se comportar? Agora e se um morador da cidade te desse todas as dicas e esclarecesse todas as suas dúvidas? Esse morador é Seth Kugel, também conhecido como Amigo Gringo.

Seth é um jornalista que vive em New York e adora o Brasil e os brasileiros. Observando o comportamento e as dificuldades dos turistas brasileiros na cidade, resolveu criar o canal Amigo Gringo no Youtube. Lá você poderá encontrar diversos vídeos bem humorados falados em português sobre os mais diversos assuntos: onde comer, onde achar um bom café, lugares secretos, como se comportar num restaurante, na rua, na casa de alguém e até mesmo como paquerar! Além disso, no final de todos os vídeos, Seth ensina algum termo usado frequentemente em inglês. Ele também está disponível para responder perguntas e tirar dúvidas dos internautas.

Acesse www.youtube.com/user/canalamigogringo e inscreva-se no canal.

Foto da Segundona – 01-01-2018

Toda segunda-feira uma foto de um lugar legal pra começar bem a semana.

Foto: www.cameranaestrada.com

Primeira lua cheia do ano nos céus de São Paulo

Ele foi picado por uma cobra mas fotografou assim mesmo

Foto: Mark Laita

Mark Laita é um fotógrafo estadunidense fascinado por cobras. O gosto de Mark por fotografia e cobras levou-o à ideia de um livro de chamado Serpentine. O objetivo era fazer um trabalho em estúdio mostrando cobras de diversas espécies, cores e tamanhos. Mark queria mostrar a beleza oculta desses animais tão temidos.

Ele já vinha trabalhando no livro há algum tempo e tinha viajado pelos Estados Unidos e América Central em busca de zoológicos e criadores que pudessem contribuir com seu trabalho cedendo os animais para as sessões de fotos. Vários espécimes já faziam parte da sua coleção de fotografias, venenosas ou não mas faltava um exemplar muito importante: uma Mamba Negra, uma das cobras mais venenosas do mundo.

Mark encontrou sua “modelo” na Costa Rica. Era um animal mais velho com menor agressividade, o que facilitaria o trabalho. Após o término das fotos, a Mamba veio na direção das pernas de Mark. Como a cobra havia se mostrado bastante dócil, ele não se preocupou e começou a fotografa-la próxima de seus pés. O problema foi quando o dono da cobra resolveu tira-la de lá e mexeu em um cabo do equipamento. O animal se assustou e mordeu a perna do fotógrafo que registrou o momento exato do acontecimento.

Por uma enorme sorte ou talvez pela idade do animal, a picada não causou maiores danos além de um sangramento e algumas dores durante algum tempo. A maior parte das pessoas e animais que são picados por Mambas Negras não sobrevive, mesmo com atendimento médico.

Mark chegou a ser acusado de forjar a picada para a divulgação de seu livro porém, em se tratando de uma cobra tão venenosa, essa certamente seria uma péssima ideia. O susto valeu a pena, o trabalho final ficou surpreendente! Veja abaixo algumas das fotos do livro (todas as fotos por Mark Laita):

 

Para conhecer melhor o trabalho do fotógrafo, visite seu site: www.marklaita.com

Foto da Segundona – 25-12-2017

Toda segunda-feira uma foto de um lugar legal pra começar bem a semana.

Foto: www.cameranaestrada.com

Lago Nahuel Huapi, Bariloche, Argentina

Lapônia, a casa do Papai Noel

Foto: www.pixabay.com

Já que é Natal, nada como conhecer a região da Lapônia, no norte da Finlândia, considerada por muita gente a verdadeira casa do Papai Noel.

Diz a lenda que Papai Noel mora no pólo norte mas na verdade, é um pouco pra baixo. A Lapônia é a região ao norte da península escandinava e compreende uma área entre Suécia, Noruega, Finlândia e Russia. A lenda européia diz que a casa do bom velhinho fica na cidade de Rovaniemi, norte da Finlândia. A região toda tem várias belezas naturais e atrações turísticas contanto que você não se incomode com o frio. As temperaturas na região são agradáveis no verão, com dias longos, apesar de ser o período de chuvas. No inverno, os dias são curtos e a temperatura pode despencar abaixo dos -30°C.

Se seu interesse for o Papai Noel, você está no lugar certo. O Santa Claus Village e Santa Park são passeios completos pelas instalações mágicas do velho Noel com elfos, oficina de brinquedos, escritório do Noel, passeio de trem, lojas de lembranças e até restaurante com carne de rena. A criação de renas, por sinal, não é longe dali e pode ser visitada.

Foto: www.pixabay.com

Se seu estilo de viagem é mais voltado pra natureza, a Lapônia também é um lugar ótimo. Lá é possível fazer passeios pelas florestas da região em snow-mobiles ou trenós puxados por renas. Pra dormir, nada melhor que o Kakslauttanen Igloo Village onde os hóspedes ficam em iglus de vidro enterrados na neve pra ter uma vista privilegiada da aurora boreal no conforto da sua própria cama. Essa, inclusive é uma das melhores regiões do mundo para apreciar o fenômeno.

Foto: www.pixabay.com

Finalmente, pra comer e tomar uma bebida num lugar bem de acordo com o ambiente, na região existe não só um bar de gelo mas também restaurante de gelo: o Snowland.

Pra saber mais sobre a região, algumas sugestões:

www.visitfinland.com/lapland/

lapland.nordicvisitor.com/travel-guide/

www.finnair.com/cn/gb/travel-guides-europe/finland/lapland

 

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